Compartilhando refeições e histórias

Todas as histórias apresentadas aqui são reais e de autoria dos próprios protagonistas.

Eu mesmo faço o meu almoço, as vezes algum companheiro ajuda a fazer, quando a gente se encontra por aí. Eu gosto de cozinhar quando estou em casa também. Para mim, as refeições precisam ter variedade, não é porque estamos na estrada que precisamos ter uma alimentação ruim.

Apesar de admirar a profissão de caminhoneiro, o destino de Evertton parecia ser longe da boleia. Trabalhando em uma empresa de tecnologia, ser motorista de caminhão era uma realidade distante. 

Depois de uma temporada morando nos EUA, de volta a Osasco (SP), surgiu a oportunidade de adquirir o seu próprio caminhão. Ele não teve dúvidas, ganhou a estrada!

Algum dia você imaginou que seria caminhoneiro?

Eu sempre admirei a profissão, mas a minha área era bem diferente. Eu trabalhava em uma empresa de tecnologia. Passei um tempo morando nos EUA. Como minha esposa não quis ir embora do Brasil, resolvi voltar a Osasco. Depois de um tempo, apareceu a oportunidade de fazer negócio em um caminhão. Não foi uma coisa que eu planejei, mas foi assim que eu comecei há quatro anos.

Você veio de uma área bem diferente…qual foi o maior desafio que encontrou na nova profissão?

As minhas viagens as vezes duram 15, 20 dias. O maior desafio é ficar longe em momentos especiais. Acabamos perdendo momentos com a família, datas comemorativas onde todos estão reunidos mas você está longe.

Você publicou o vídeo de uma refeição no Facebook e recebeu elogios nos comentários. Como você organiza a questão da alimentação quando está viajando?

Eu gosto de cozinhar. Em casa sou eu que faço também. Para mim, as refeições precisam ter variedade de nutrientes. É importante não descuidar da alimentação também quando estamos na estrada. Eu mesmo preparo minhas refeições, quando acontece de encontrar os amigos, fazemos juntos e compartilhamos.

Esse momento da refeição também é um momento de confraternização entre colegas?

Sempre chega alguém para conversar ou compartilhar a refeição. Na estrada existe muito desabafo. Os colegas contam histórias, contam os problemas, as vezes com o chefe, as vezes na família. Algumas vezes, a pessoa só quer alguém que escute. Eu escuto mas não costumo dar conselhos, prefiro não me envolver para não gerar nenhum mal entendido.

Depois desses 4 anos na profissão de caminhoneiro, você acha que fez a escolha certa ao mudar de área?

Trabalhando com o caminhão eu posso ganhar dinheiro e viajar ao mesmo tempo, duas coisas que eu gosto (risos). Só uma boa oportunidade no exterior me faria deixar essa profissão.

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