Debora: a mãe que caiu na estrada

Todas as histórias apresentadas aqui são reais, foram gravadas ANTES da pandemia e de autoria dos próprios protagonistas.

Com a ajuda da família, Debora adaptou sua vida para ser profissional e mãe ao mesmo tempo.

Apaixonada por caminhões, desde criança o sonho de Débora era ser caminhoneira. As colegas de escolas riam quando ela falava que já tinha escolhido sua profissão, mas ela estava convicta, ia viajar, assim como faziam o pai e os irmãos. Obstinada, ela realizou o sonho e se sente muito satisfeita pela escolha que fez.

Tive muito apoio na transportadora em que eu trabalhava. Eles queriam que eu voltasse e inclusive fizeram adaptações no caminhão para que eu colocasse o bebê conforto e depois a cadeirinha.

Além de caminhoneira, Debora é mãe de dois meninos. Tiago, o filho mais velho, já era um jovem adulto quando ela deu à luz a Lorenzo.  Com um bebê novamente em casa, ela precisou conciliar a rotina profissional com a rotina materna e assim, não abrir mão das coisas que mais ama: ser mãe e ser motorista de caminhão.

Com a ajuda da família, Débora adaptou a sua rotina e a sua cabine. Dentro do caminhão, ela passou a levar tudo o que era preciso para atender as necessidades e oferecer conforto à Lorenzo durante as viagens. E assim tem sido nos últimos três anos.

Como você se organizou quando precisou voltar ao trabalho, depois do Lorenzo nascer?

Eu tive uma gestação tranquila, trabalhei até os oito meses da gravidez. Quando parei para a chegada do bebê, comecei a pensar como seria a volta. Tive muito apoio na transportadora em que eu trabalhava. Eles queriam que eu voltasse e inclusive fizeram adaptações no caminhão para que eu colocasse o bebê conforto e depois a cadeirinha.

Quando o Lorenzo completou 7 meses eu voltei a trabalhar. Uma das maiores mudanças é que eu comecei a viajar com o Milton, meu marido, que também é caminhoneiro. Então ele me ajudava nas horas de banho do Lorenzo. Cada um no seu caminhão, a gente revezava. Além disso, levava junto a minha sobrinha Camily, que é como uma filha para mim. Eu tive muita ajuda, do meu marido, da minha sobrinha, dos meus patrões. Meu caminhão era lotado de tudo que um bebê precisava, desde brinquedos até itens de banho, como se ele estivesse em casa.

Atualmente, ele está com três anos, como são as viagens hoje?

Hoje ele é uma criança muito ativa, corre brinca que é o motorista do caminhão, em alguns momentos ele quer me ajudar. Ele é uma criança admirável, ele sabe de tudo, é muito inteligente.

Você recebeu críticas por levar o Lorenzo nas viagens?

Muitas pessoas diziam que eu ia criar ele no caminhão e que ele teria dificuldades por causa disso. Mas, é muito pelo contrário, ele é super esperto. Ainda não completou três anos e já sabe as cores, fala perfeitamente, já sabe contar. Alguns achavam que ele seria uma criança atrasada, mas ele tem tudo dentro do caminhão, livros de história, brinquedos… Meu marido brinca que uma tonelada do peso do meu caminhão são as coisas que eu levo para o Lorenzo.

Você já está se preparando para o momento em que o Lorenzo for para a escola? Pois isso vai impedi-lo de viajar.

Eu já estou me preparando, inclusive psicologicamente, porque vai ser complicado. Mas, eu e meu marido estamos no organizando, até para a adaptação do Lorenzo, que ficará um pouco mais longe de mim. Nós estamos reformando o nosso caminhão e quando o Lorenzo for para a escola começarei a dirigi-lo em rotas mais próximas. Assim, todos os dias estarei em casa, perto dele.

Share on whatsapp
Compartilhe por WhatsApp
COMPARTILHE TAMBÉM POR
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on linkedin
Share on email
Share on whatsapp
Compartilhe por WhatsApp
COMPARTILHE TAMBÉM POR
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on linkedin
Share on email

VEJA TAMBÉM

RECEBA NOVAS HISTÓRIAS​