Família: a melhor companhia de viagem

Todas as histórias apresentadas aqui são reais, foram gravadas ANTES da pandemia e de autoria dos próprios protagonistas.

Juntos, Luiz Fernando, Alana e Pedro partilham momentos em família na estrada

Alana nasceu em uma família de caminhoneiros. Desde pequena, sempre teve afinidade com a estrada e os caminhões. Por isso, não é surpresa que a estrada também lhe trouxesse o amor. Ela trabalhava em um posto de gasolina na cidade de Venâncio Aires (RS), quando conheceu Luiz Fernando…

Tem um futuro caminhoneiro vindo por aí?

Ele vinha do outro lado do país, Porto Velho (RO). Mas, como é popularmente dito, “quando é para ser, acontece”. E para quem está acostumado a percorrer todo o país, distância é apenas um detalhe. Da união de Luiz Fernando e Alana, nasceu o Pedro.

Com o passar do tempo, Alana deixou a profissão de motorista de ônibus para se tonar mãe em tempo integral. Vivendo com a família no Rio Grande do Sul, os trajetos se tornaram mais curtos para Luiz Fernando, que antes atravessava o Brasil sozinho e hoje tem como companhia na boleia, Alana e Pedro.

As viagens em família rendem momentos e lembranças que serão levados para a vida toda.

Como são os preparativos para as viagens?

Quando viajávamos para longe, fazíamos uma compra grande. Como o Pedro ainda era bem pequeno, além de comida, comprávamos muitas fraldas e outros itens para bebês. Eu preparava uma mala com roupas, porque a gente saía sem saber ao certo quando ia voltar. Quando tinha a oportunidade, no caminho, eu encontrava um lugar para lavar as roupas. Atualmente as viagens são mais curtas, saímos de manhã e de noite estamos de volta. Então, apenas preparo um lanche e levo agasalhos, caso esfrie.

Teve algum momento marcante, do qual você sempre recorda?

Todos os momentos são marcantes e especiais. Mas, passamos por uma adversidade quando o Pedro era apenas um bebê. Em 2015, estávamos viajando e saindo de Goiânia, em Guapó, nós tombamos com um caminhão nove eixos, por conta de uma ultrapassagem incorreta de um carro de passeio fazendo com que o meu marido tivesse que frear rapidamente. Com isso, a carreta de trás boleou e o caminhão pendeu. O Pedro ficou dez dias internado em um hospital de Goiânia, com uma fratura no fêmur. Eu fiquei dez dias com ele no hospital.

Mesmo tendo passado por essa situação difícil, você acha que os bons momentos são maiores?

Sim, a gente tem vários bons momentos! O Pedro adora viajar. Algo que sempre nos faz rir muito é a mania que o Pedro tem de pegar um martelinho e ir testar os pneus do caminhão. Quando ele vê o pai batendo nos pneus antes de viajar ele fala: “Pai, você dirige o caminhão e o Pedro bate nos pneus”. Ele tem várias fotos com o martelinho dele.

Ele sempre se diverte muito. Uma vez estávamos em Dourados para descarregar e caiu muita chuva. Nós armamos a barraca porque era perto do meio dia e tínhamos feito almoço, estava muito calor. A água começou a escorrer pela barraca e formou uma bica, o Pedro não pensou duas vezes para tomar um banho de chuva!

Quando você pensa no futuro da sua família, qual é o seu desejo?

Eu penso em voltar a dirigir, começando pelos ônibus, enquanto o Pedro é pequeno. Mas, eu tenho carteira para dirigir carreta e a gente pensa e voltar a trabalhar juntos em viagens mais longas. E o Pedro, esse tem 90% de chances de virar caminhoneiro também, pois a mãe e o pai gostam. E se ele quiser, terá todo o apoio dos pais.

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